terça-feira, 2 de agosto de 2011

LaNEx na formação do profissional de Educação Física

Neste semestre o LaNEx dará início à Disciplina Neurociência do Exercício aplicada à Educação Física na Universidade Gama Filho. Este é um passo importante para a formação dos novos profissionais, especialmente nesse momento de fortalecimento do papel do Educador Físico como profissional de saúde, papel este que é reconhecido pela resolução do CNS nº 218, desde 06 de maio de 1997.
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 15 de junho, o projeto lei do Deputado Otávio Leite que cria o PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA TERAPÊUTICA destinado a portadores de hemofilia e doenças neurodegenerativas (como Alzheimer e Parkinson) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, educadores físicos, fisioterapeutas e fisiatras poderão atuar de forma multidisciplinar na promoção da saúde destes pacientes. Este é mais um projeto que reconhece a importância do exercício físico na saúde mental.
O LaNEx agradece e parabeniza todos os envolvidos no processo de aprovação da nova disciplina, em especial o Coordenador do Bacharelado em Educação Física da UGF, professor Guilherme Pacheco e a equipe de professores do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso: Prof. Elen Salas Furtado, Prof. Elirez Silva, Prof. Gabriela Aragão, Prof. Lilian Silva, Prof. Marcos Santos, Prof. Paulo Gomes e Prof. Tony Meireles.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Projeto Exercício e Saúde Mental

O Laboratório de Neurociência do Exercício (LaNEx) divulga o início do Projeto de Exercício Físico para idosos sedentários.
Os treinos terão início no mês de Agosto e acontecerão segundas e quartas-feiras das 13 às 17 horas ou terças e quintas-feiras das 14 às 17 horas.
O Projeto visa melhorar a qualidade de vida, humor, memória e reduzir a ansiedade.
Confira se você se enquadra nos critérios abaixo, se não, indique amigos ou familiares.
Critérios de Inclusão:
- Idade maior de 60 anos;
- Saudável (sem comorbidades, como: Depressão, Alzheimer ou Parkinson)
- Sedentário
Entre em contato através do e-mail abaixo para se inscrever e tirar as suas dúvidas.
PRATIQUE EXERCÍCIO FÍSICO! O SEU CÉREBRO AGRADECE!
Contato:
Renata Silveira
Renata.ufrj.eefd@gmail.com

sábado, 9 de julho de 2011

Parabéns Mestre!

O LaNEx parabeniza o aluno Heitor Silveira pela sua defesa de dissertação de Mestrado no dia 07/07/2011. Seu trabalho sobre o efeito do treinamento aeróbio e de força no tratamento adicional da Depressão Maior em idosos trará uma grande contribuição para a literatura desta área
Um grande abraço da equipe do Laboratório de Neurociência do Exercício

sábado, 2 de julho de 2011

Tire sua dúvida sobre Exercício Físico e Saúde Mental

Gostaríamos de agradecer a presença de todos no I SIMPÓSIO DE NEUROCIÊNCIA DO EXERCÍCIO. Algumas perguntas dos ouvintes e respostas dos palestrantes durante as mesas redondas do nosso primeiro evento estão nesta postagem. 
Para nós do LaNEx é gratificante perceber o interesse crescente pelo efeito do exercício na saúde mental. Esperamos vocês no próximo evento. Até lá!

Qual o papel específico do neuropsicólogo nesse trabalho? O que o diferencia dos outros profissionais?
R: O papel do neuropsicólogo no trabalho com idosos que realizam exercício físico é avaliar suas funções cognitivas através de instrumentos psicológicos/neuropsicológicos antes, durante e após a realização da intervenção com o exercício físico. Assim, o neuropsicólogo a partir da comparação dos resultados dos instrumentos pode verificar os efeitos do exercício físico na cognição desses idosos. Somado a isso ao realizar a avaliação neuropsicológica daqueles idosos que não realizam atividade física, pode-se verificar como está a cognição destes idosos comparada àqueles idosos ativos.
O neuropsicólogo se diferencia dos demais profissionais na medida em que este é o profissional que tem treinamento e autorização para o uso de testes psicológicos/ neuropsicológicos. Somado a isso, o psicólogo é o profissional que eu sua formação estuda as funções cognitivas. 

Qual a carga, intensidade e frequencia de exercícios para promover benefícios na cognição?
R: Os exercícios com intensidade moderada, de uma maneira geral, são capazes de promover benefícios na cognição. Estudos mostram que uma frequência mínima de duas vezes semanais, com intensidade moderada/forte (70 a 80%1RM e 60-80%VO2max) é capaz de promover benefícios na cognição.

 Com o exercício aeróbio parece ocorrer liberação de espécies reativas de oxigênio e aumento da atividade de enzimas anti-oxidantes. Para o idoso a ação anti-oxidante do exercício supera a ação oxidante?
R: A grande maioria dos estudos que investigou estas questões foi feita em jovens e modelos animais. De um modo geral, as evidências apontam para uma maior resposta antioxidativa com o exercício físico moderado. Entretanto, os idosos parecem responder ao exercício com uma menor resposta tanto de síntese proteica quanto metabólica e hormonal quando comparadas aos jovens. Um dos maiores desafios dentro no contexto do envelhecimento é tentar, através dos fatores modificáveis ou ambientais (exercício, alimentação, sono, poluição, drogas, etc), fazer com que o desequilíbrio (inevitável) seja menos acentuado.

Qual a perspectiva do efeito do exercício em pessoas depressivas e com demais transtornos que possam estar em acompanhamento terapêutico? E qual a função da inserção desses exercícios aliados ao tratamento farmacológico?
R: Os pacientes podem melhorar a resposta ao tratamento e a remissão dos sintomas. Acreditamos que esta intervenção será cada vez mais indicada para pacientes psiquiátricos.

 Há uma distinção entre os pacientes deprimidos que gostavam e queriam fazer exercícios físicos e os outros pacientes que não gostavam mas faziam assim mesmo?
R: Não avaliamos o prazer com o exercício, mas certamente a preferência pelo tipo de exercício pode contribuir na aderência e consequentemente na resposta ao tratamento.

 Há alguma perspectiva em trabalhar com os efeitos do exercício, com os transtornos de humor (como a distimia)?
R: Sim, damos prioridade do nosso estudo à Depressão Maior, mas a Distimia também é um diagnóstico prevalente que pode ser beneficiado com o exercício físico.

Como foi obtido o VO2máx na esteira?
R: O VO2máx é previsto a partir de um  teste submáximo, realizado no Hospital Rocha Maia pela cardiologista responsável. Utilizamos o protocolo adaptado de Bruce.  Antes do teste, os pacientes realizam um período de adaptação na esteira para poder estar apto a fazer o teste submáximo.

Já pensaram na estratégia de diferentes metodologias de treinamento aeróbio (contínuo, fracionado, intervalado) com séries isocalóricas?
 R: Sim, temos interesse em investigar diferentes metodologias de exercício para avaliar as respostas neurofisiológicas e neuropsicológicas de exercício. Em relação aos jovens, já realizamos pesquisas com incremento de carga até a exaustão e com carga retangular, ambas já publicadas. No entanto com idosos, somente realizamos pesquisas utilizando intensidade moderada contínua, tanto avaliando o efeito agudo quanto crônico. Esperamos em breve trazer mais evidências sobre o assunto.
Os exercícios concomitantes de propiocepção, força e função cognitiva seriam eficazes para a capacidade funcional do paciente com Doença de Parkinson (DP)? A DP pode vir com a presença da Doença de Alzheimer e além disso as limitações são grandes no paciente de DP.
R: Sim. Esse tipo de combinação de métodos são bastante aplicáveis na clínica e muitas pesquisas utilizam esse modelo de intervenção combinando estímulos para diferentes necessidades dos pacientes. Na revisão feita pelo nosso laboratório em 2009 (Deslandes et al., 2009) é possível observar que a maioria dos estudos apresentam intervenções combinadas e seus resultados são em sua maioria voltados para a capacidade funcional.  

 O estudo de Kawanabe et al. (2007) mostrou o efeito da vibração em idosos, não em pacientes com Parkinson.
R: Sim, o artigo foi realizado com idosos saudáveis.

Mesa
 Os protocolos de treinamento aeróbio e de força utilizados nas pesquisas mencionadas são similares aos da ACSM para a população de adultos e idosos. Alguma recomendação especial para a depressão, Alzheimer e Parkinson?
 R: As diferenças em relação ao treinamento convencional seriam as preocupações específicas com respostas ao medicamento (hipotensão postural, arritmia) e características de cada doença (alterações de humor, cognição ou resposta motora). Cada diagnóstico tem características específicas que devem ser observadas e avaliadas durante o treinamento, através de testes e escalas específicos. O profissional que trabalha com pacientes com doenças mentais deve estar apto a lidar com as possíveis alterações de comportamento, cognição e função motora e reconhecer as necessidades de cada doença.
  

sábado, 18 de junho de 2011

I Simpósio de Neurociência do Exercício - UGF

O I Simpósio de Neurociência do Exercício recebeu mais de 200 inscritos de diversas Instituições de Ensino Superior, entre elas, UGF, UFRJ, UERJ, UFF, UniverCidade e Estácio de Sá. Em breve serão postadas as respostas das perguntas que não puderam ser respondidas no dia. Aproveitamos para agradecer a presença de todos. Até o próximo!